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Laserterapia em otorrinolaringologia: quando faz sentido

Laser

O uso do laser em otorrinolaringologia tem ganhado espaço — e por bom motivo. Em situações selecionadas, entrega resultado equivalente (ou melhor) que a cirurgia tradicional, com muito menos trauma, sem corte, sem ponto.

Mas é importante deixar claro de saída: laser não é solução pra tudo. Tem indicação específica. E quando não é a melhor escolha, a abordagem tradicional ainda é a certa.

Onde o laser pode entrar

As principais indicações em otorrino:

Rinite hipertrófica

Casos de rinite alérgica crônica em que as conchas nasais (turbinatos) ficaram hipertrofiadas e a obstrução nasal persiste mesmo com tratamento clínico adequado. O laser permite reduzir as conchas de forma controlada, ambulatorialmente, sem corte aberto.

Roncopatia em adultos

Em casos selecionados de ronco e apneia leve, com indicação adequada, o laser pode atuar em pontos específicos do palato pra reduzir a vibração e melhorar a passagem de ar.

Lesões selecionadas

Algumas lesões pequenas — pólipos, fibromas — podem ser removidas com laser, sem necessidade de cirurgia aberta.

Sinusite crônica em casos específicos

Casos selecionados podem se beneficiar de procedimentos minimamente invasivos com auxílio do laser.

Vantagens

Quando há indicação certa:

  • Procedimento ambulatorial — não precisa internação
  • Sem corte / sem ponto
  • Sangramento mínimo
  • Recuperação rápida — alguns dias e a pessoa volta à rotina
  • Anestesia local em vários casos (não precisa geral)

Limites

O que o laser não substitui:

  • Tratamento medicamentoso da alergia / rinite — a inflamação de fundo precisa ser tratada
  • Cirurgia maior quando há indicação clara (desvio de septo importante, polipose extensa)
  • Imunoterapia em rinite alérgica — o laser trata a obstrução física, mas não a alergia em si
  • Cirurgia de amígdalas e adenoide — pra essa, a Coblation é o padrão moderno

Como decidir

Em consulta, depois de avaliar o quadro completo, discutimos as opções:

  1. Tratamento clínico — geralmente sempre é a primeira tentativa
  2. Procedimento ambulatorial (laser, se indicado)
  3. Cirurgia tradicional quando a complexidade exige

A escolha é caso a caso. Não vendo procedimento — vendo o melhor caminho pro seu quadro.

Quem é candidato

Pode valer uma avaliação se você:

  • Tem rinite crônica e a obstrução nasal não melhora com tratamento clínico
  • Ronca e quer entender as opções minimamente invasivas
  • Foi orientado a fazer cirurgia tradicional mas quer saber se há alternativa
  • Quer entender se o seu caso entra na indicação do laser

[Ver detalhes sobre laserterapia](/laserterapia-otorrino)

Dra. Ane Trento Burigo Pavei

Otorrinolaringologista · CRM-SC 19940 · RQE 17211