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Quando a retirada das adenoides é uma opção?

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Ao contrário do que muita gente pensa, ter adenóides não é sinônimo de doença, mas sim de imunidade. Em conjunto com as amígdalas, que se situam no fundo da garganta, as adenoides compõem o chamado Anel Linfático de Waldeyer sendo responsáveis pela proteção da região das cavidades nasais, bucais e garganta. 

Elas não ficam tão evidentes quanto as amígdalas, mas todos nós nascemos com a adenoide, situada na rinofaringe – região por onde passa o ar da respiração e onde se inicia a comunicação com o ouvido. Elas se caracterizam como pequenos aglomerados de tecido linfóide que produzem anticorpos defendendo o organismo contra a invasão de agentes estranhos.

Problemas relacionados às adenóides

O pico de desenvolvimento do sistema imune e, portanto, das adenoides, ocorre entre os 3 a 5 anos de idade quando há um aumento de volume desses tecidos. É durante esse pico de crescimento que costumam ocorrer os principais problemas relacionados às adenóides

É nesse período que algumas crianças podem apresentar inflamações de adenoides – adenoidites de repetição ou hipertrofia das adenoides (crescimento), o que pode prejudicar a respiração, obstruir a abertura da tuba auditiva e gerar complicações como otites e ou até perda auditiva. A hipertrofia das adenoides e episódios de adenoidites podem estar relacionados à infecção das amígdalas.

Normalmente, por volta dos 6 a 7 anos, as adenoides começam a diminuir de tamanho até sumirem por completo, o que geralmente ocorre durante a adolescência. Por isso, conforme explica a médica otorrinolaringologista Dra. Ane Trento, é muito raro que adultos apresentem adenoide.

Quando retirar as adenoides?

Embora a tendência seja de que o volume da adenoide diminua à medida em que a criança cresce, a retirada da adenoide se torna uma opção, quando os episódios muito frequentes de adenoidite ou o crescimento exacerbado causam outras complicações. Entre os fatores para a cirurgia estão: otite ou sinusite de repetição, perda auditiva, apnéia do sono e obstrução nasal tão grave que a criança só consegue respirar pela boca.

Normalmente, antes de partir para a cirurgia, costuma-se realizar tratamento com remédios a fim de minimizar os sintomas ou evitar que a situação se agrave. Mas caso o quadro  não apresente melhora, o mais recomendado é que as adenoides sejam retiradas. 

Como é a cirurgia

“A adenoidectomia (remoção da adenóide), é um procedimento cirúrgico, rápido, porém como todo procedimento, não é isento de riscos. É realizada a curetagem da adenóide com remoção de todo tecido adenoideano”, explica a Dra. Ane Trento.

A cirurgia é realizada pela boca e o paciente recebe anestesia geral e, de modo geral, já 

pode retornar para casa no mesmo dia. Por se tratar de uma cirurgia simples, é comum que no mesmo procedimento sejam removidas também as amigdalas comprometidas por infecções de repetição ou pela hipertrofia destas. 

Embora as adenoides sejam parte do sistema de defesa  do organismo, a remoção das adenóides e das amígdalas não afeta em nada a imunidade do paciente, já que existem outras estruturas capazes de desempenhar essa função.

 Recuperação da cirurgia de adenoide

Em geral, a recuperação da cirurgia de adenoide dura em torno de duas semanas. Nesse período, é importante que o paciente mantenha repouso e evite movimentos bruscos com a cabeça. Além disso, é recomendado que nos três primeiros dias após o procedimento a alimentação seja restringida a alimentos pastosos, frios e líquidos. Também é indicado que durante a recuperação, o paciente evite locais conglomerados e fique longe de pessoas com infecções respiratórias. 

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Dra Ane Trento é Otorrinolaringologista, com residência médica realizada no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, e Fellow em Cirurgia Facial no Hospital do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO).

Atende em Criciúma (SC).

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